A PREPARAÇÃO PARA O CONCURSO, O PRINCIPIO DE PARETO e o CANDIDATO de ALTO RENDIMENTO: 4ª Lição da Teoria Geral do Tuctor
Qual a relação entre o Princípio de Pareto e a preparação para o concurso público? Resposta: a busca e a preocupação com a otimização de esforços empreendidos e recursos implementados por parte do candidato! Trata-se de uma atitude inerente ao à postura do candidato de alto rendimento.
O italiano Vilfredo Pareto foi um dos clássicos das construções da ciência econômica da idade moderna. Criador da idéia de que geralmente 80% dos esforços são responsáveis por 20% de resultados, o autor desenvolveu pesquisas empíricas em diversas frentes, como por exemplo em relação a pêras no pomar. Tais idéias influenciaram conceitos como a noção de utilidade marginal, o qual consiste em fonte de explicação das trajetórias ascendentes e descendentes de otimização de recursos produtivos e esforços implementados, conceito este inclusive atualmente adotado na explicação da curva de aprendizagem (o que será tema de um post futuro).
Assim, Pareto foi responsável pela idéia hoje popularizada do 80/20, ou seja, 80% dos esforços determinam 20% dos resultados.
Mas como isto se aplica à preparação para o concurso público?
A primeira noção fundamental é de que o candidato deve ter como objetivo fugir da lógica do 80/20, tendo como meta buscar o 20/80. Ainda que se trate de uma utopia, a proposta é que seja encarada como um princípio programático, de modo a procurar sempre otimizar os esforços empreendidos.
Dessa maneira, não seria eficiente estudar determinadas matérias e conteúdos, para se preparar para determinados concursos públicos, por livros densos e analíticos, os quais demandam tempo elevado e mobilização intelectual-cognitiva expressiva, para realizar uma prova objetiva, de uma matéria jurídica por exemplo, que tem como conteúdo-objeto a letra da lei. Da mesma forma, não seria eficiente gastar tempo estudando por um resumo muito superficial ou mesmo pela legislação seca, para fazer uma prova que cobra conceitos complexos e problemas não passives de solução apenas com esta modalidade de estudo.
Exemplos práticos das referidas situações narradas seriam, respectivamente, estudar Direito Constitucional pelo livro do Min Gilmar Mendes para fazer a prova de Técnico do MPU e estudar a mesma matéria por um resumo ou apostila superficiais e totalmente sintéticos para fazer a prova de Procurador da República ou de Consultor Legislativo. Em ambas as situações, considerando os objetivos, haveria falta de otimização de tempo e esforços.
Vale lembrar que, do ponto de vista psicopedagógico, temos basicamente dois modelos de provas, quais sejam, o conceitual-conteudista e o operatório. O primeiro cobra dos candidatos apenas conteúdos, sem exigir o desenvolvimento de raciocínios mais complexos, ao passo que o segundo envolve a resolução de problemas. Naturalmente que também podemos ter modelos híbridos.
Mas faço tal afirmação, porque a lógica de otimização de esforços também pode exigir do candidato a consideração do modelo de prova, avaliando a tradição do órgão quanto à instituição responsável pelo concurso, bem como a concepção geralmente adotada por esta instituição.
Neste sentido, não tenho dúvida em afirmar que o Sistema TUCTOR pode proporcionar uma significativa contribuição ao candidato, na perspectiva de buscar a otimização de seus esforços. Primeiramente, um aspecto fundamental é que se trata de um mecanismo de sistematização e planificação do processo de preparação, desenvolvido não apenas a partir de elementos empíricos, mas também conceituais, inclusive com a adoção de construções cientificamente concebidas. Assim, obviamente que a mencionada sistematização e racionalização do referido processo, até por uma questão lógica, tende a colaborar com a otimização de esforços, aliás, como ocorre com qualquer objetivo semelhante. Não precisamos dizer o que acontece, por exemplo, ao se tentar construir uma casa sem qualquer planejamento, monitoramento e controle.
Mas além da referida idéia, outro aspecto relevante consiste no papel desempenhado pelos indicadores de metas e metas de desempenho. Com isto, ainda na fase da montagem do plano, o candidato pode visualizar, de forma clara, efetiva, racional e quantitativa, o quanto estará investindo em cada matéria, considerando inclusive a sua importância no processo de preparação.
Vale lembrar que a importância da matéria pode decorrer da quantidade de questões passíveis de cobrança na prova, do peso atribuído a estas questões ou do nível de dificuldade, considerando a tradição daquele determinado concurso público. Por exemplo, num concurso de carreira policial, Direito Processual Penal e Direito Penal tendem a ter uma importância razoável, comparativamente com algumas outras matérias. Da mesma forma, num concurso de carreira fiscal, Direito Tributário e Administrativo, também tendem a ter a mesma importância. Naturalmente que o edital será o balizador da referida compreensão.
Além dos indicadores de metas e metas de desempenho, o Sistema TUCTOR também pode colaborar com a compreensão da preparação para o concurso sob a ótima do Princípio de Pareto, no sentido da busca de otimização, por meio dos indicadores de desempenho. Ou seja, não apenas o candidato pode avaliar o seu plano sob a referida lógica antes do início da sua execução, mas também fazer ajustes ao longo da implementação. Obviamente que isto se relaciona com a necessidade de monitoramento e controle do processo de preparação para o concurso público, preocupação esta muitas vezes ignorada pelos candidatos.
Outra colaboração proporcionada pelo sistema consiste na ferramenta da Grade Horária Inteligente, a qual sugere e auxilia o candidato na alocação das matéria mais relevantes ou difíceis nos momentos de maior potencial de disposição intelectual e física. No caso, trata-se de conceito que venho trabalhando no livro que escrevi sobre o tema da preparação para o concurso (“Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”), nas palestras que venho ministrando e no DVD da palestra.
Porém, independente de todas as ponderações mais concretas e específicas, a grande lição que podemos extrair a partir do primado proposto por Vilfredo Pareto, o aplicando ao objetivo da busca da aprovação no concurso pretendido, é de que o candidato deve estar sempre atento e preocupado com a eficiência e otimização de seus esforços, não apenas no momento inicial de estruturação do seu plano, mas inclusive ao longo da execução.
Enquanto candidato, sempre fui impulsionado e tomado pela referida preocupação. Estava a todo momento procurando avaliar e mensurar de alguma maneira a eficiência de cada atitude adotada. Seja quanto ao processo cognitivo, quanto às fontes de estudos ou quanto à ocupação do tempo. Principalmente pela necessidade de, a partir de determinado momento no curso do processo de preparação, assumindo o cargo de Procurador de Estado e ainda buscando a aprovação no concurso de Juiz, ter sido obrigado a conciliar as demandas, responsabilidades e cobranças decorrentes da atividade profissional, com o tempo disponível para os estudos. Seguramente tais atitudes e preocupações influenciaram o trabalho de orientação e pesquisa sobre o tema da preparação para concursos, o qual desenvolvo atualmente.
E hoje percebo que muitos candidatos também estão atentos a esta preocupação. Tenho percebido isto no contato com alunos, leitores do Blog e usuários do Tuctor. Não tenho dúvida de que estes candidatos estão no caminho natural e lógico da conquista da aprovação. Estão no caminho da preparação de alto rendimento. Seguramente, também estão a alguns passos adiante daqueles que sequer contam com a percepção da importância do presente tema.
Bons estudos, boa otimização de esforços e sucesso na busca da aprovação!
ROGERIO NEIVA
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Amigo, todos artigos que leio de vc, sempre, tens que falar nesse TUCTOR?
Li empolgado seu texto, mas fica dificil quando seu propósito é só divulgar seu produto.
Caro Denis,
Agradeço a manifestação veiculada por meio do comentário deixado no Blog. Irei refletir sobre a ponderação apresentada.
Mas esclareço que minha produção intelectual é fruto do que acredito. É fruto daquilo que tenho total convicção.
Na forma como compreendo a realidade, ou seja, na minha visão, não se trata de uma questão de divulgar produto, mas de manifestar as crenças e entendimentos que tenho acerca do que escrevo. Ao menos esta é a intenção.
E lhe garanto que tais convicções foram firmadas às custas de muito estudo e esforço pessoal, bem como acompanhamento e orientação de pessoas envolvidas neste mesmo processo. Não me envolvi com a preparação para concursos de ontem para hoje. Vivo isto há mais de 10 anos. E vivo no plano de quem foi candidato, sofreu, cometeu erros e passou. E em alguns concursos, dos quais é exigido muito.
O que faço e acredito hoje é fruto da minha experiência, como candidato e professor. Também é fruto dos estudos que desenvolvi em outros campos do conhecimento, para agregar e otimizar o processo de preparação. Fiz especialização na área de Administração Financeira. Estudei estatística, métodos quantitativos, modelos de gestão… Estou concluindo uma pós graduação na área das ciências cognitivas. Nada disto caiu do céu. Não foi de graça, não foi “free”. Isto significa investimento de tempo, esforço e, inclusive, recursos financeiros. E sem deixar de me manter atualizado no estudo do Direito, por meio de periódicos doutrinários e jurisprudência, bem como mantendo minha produção judicial rigorosamente em dia, juntamente com a atividade docente, o que significa uma vida de labor de domingo a domingo, com 5 hs de sono diárias.
Procuro sempre – ainda que não percebido, indicar outros caminhos relacionados com o assunto que escrevo, os quais possam ser adotados independente da utilização do sistema. Mas é nisto que acredito. E, para mim, não se trata de uma questão de venda de produto, mas de uma filosofia e metodologia que venho aperfeiçoando, estudando e construindo.
Portanto, meu caro, respeito sua opinião. Mas, definitivamente, não sou um vendedor de produtos. Sou um permanente e eterno estudioso e produtor de conhecimento. E apaixonado e entusiasmado pelo que faz, apesar de possíveis críticas.
Ademais, existem inúmeros textos no Blog que não tratam do sistema, inclusive da pauta de Dicas de Preparação. E também produzo textos como a síntese de jurisprudência, que também não fala do sistema. E não há exigência de qualquer retribuição para isto.
De qualquer forma, reitero os agradecimentos e a minha disposição de refletir sobre o comentário.
PS: Enviei este texto ao autor do comentário, direcionando ao email deixado no Blog, sendo que não apenas não obtive resposta, como o email voltou. Provavelmente se trata de alguém que preferiu se esconder no anonimato que a web proporciona e evitar o contraditório com a devida identificação.
Att,
Rogerio Neiva
Caro Professor Neiva.
Corroboro suas efetivas palavras.
Pude observar que em diversos locais do site os hoje aprovados comentam inclusive acerca de alguns cursos presenciais e ate mesmo grupos de estudos virtuais e em nenhum momento houve supressao de sua parte ainda que pudesse faze-lo.
Aos vencedores como V.Sa e sem subterfugios Tudo mas Tudo mesmo!