COMO SE MANTER EMPENHADO NA PREPARAÇÃO PARA O CONCURSO PÚBLICO?

A conquista da aprovação no concurso público pressupõe uma trajetória de médio ou longo prazo, pautada pela convivência com angústias e superação de dificuldades.  Assim, é preciso que o candidato conte com um conjunto de compreensões fundamentais para empreender esta caminhada, não apenas no sentido de se manter empenhado, mas também para que não desista diante dos eventuais obstáculos colocados. Ou seja, é preciso que o candidato saiba trabalhar a gestão das condições emocionais da preparação para o concurso público.

Seguramente, quando tomamos a decisão de buscar uma carreira pública que dependa do concurso, tendemos a estarmos motivados, empolgados e impulsionados pelos fatores que nos levaram a buscar o referido objeto. No entanto, ao longo do processo, por um lado, há uma tendência ao surgimento, de forma mais do que natural, de obstáculos e dificuldades. Por outro lado, também de forma mais do que natural, haverá uma tendência à diminuição desta mesma energia e empolgação predominante no momento inicial.

Daí porque o candidato deve tomar determinadas atitudes estratégicas e contar com determinadas compreensões, de modo a promover uma adequada gestão emocional da preparação.

Os fatores emocionais do processo de busca da aprovação, aos quais dediquei uma boa parte do meu livro sobre preparação para concursos públicos e exames oficiais, bem como um bom tempo da palestra veiculada no DVD sobre o mesmo tema, conta com uma importância tão significativa, a ponto de repercutir inclusive no campo da estratégia e da aprendizagem.

Quanto ao último aspecto, atualmente, no âmbito da psicopedagogia e dos demais ramos do conhecimento voltados ao estudo dos processos cognitivos, não há dúvida sobre a importância do contexto e dos elementos emocionais.

Neste sentido, um conceito bastante relevante a ser considerado trata-se da idéia da aprendizagem intencional, o qual é trabalhado pela professora e autora americana Marilee Sprenger, em obra específica sobre o tema da memória e aprendizagem. O referido conceito envolve o processo de apropriação da informação orientando por um objetivo específico e sobre o qual o aprendente tem a clareza do seu sentido e importância. O candidato ao concurso público, tendo estruturado o seu processo de preparação de forma adequada, contará com todas as condições para trabalhar com a noção de aprendizagem intencional.

Inclusive, o referido conceito nos leva à idéia da atenção direcionada e da atenção seletiva. Vale esclarecer que dentre as funções cognitivas primárias, temos a atenção e a percepção. A atenção corresponde a uma atividade cerebral de seleção de determinados estímulos em detrimento de outros. Enquanto estamos estudando, para que o estudo seja eficiente, é preciso que o estímulo selecionado corresponda ao objeto do conhecimento a ser estudado, ou seja, aquilo que nos prontificamos a estudar naquele momento.

Perceba que a idéia da aprendizagem intencional caminha lado a lado à noção da atenção direcionada e seletiva.

Além disto, gerir adequadamente os aspectos emocionais no âmbito da preparação para o concurso público, também significa criar condições cognitivas para os estudos. Ou seja, se a emoção consiste num padrão de resposta que leva a determinados comportamentos, tendo o cérebro papel determinante neste processo, estar em condições emocionais adequadas significa criar um contexto favorável à apropriação da informação, o que atinge a compreensão, atenção e memória.

Mas consideras as referidas premissas, a pergunta que se faz é: e como trabalhar estas condições emocionais?

Uma primeira idéia relevante consiste na noção de que é preciso aproveitarmos toda a energia inerente ao momento inicial da preparação para trabalharmos e investirmos numa adequada montagem do planejamento de estudos. Ou seja, este consiste num momento propício para gastarmos nossas energias e tempo de modo a nos planejar adequadamente.

Muitos dos temas da pauta de Dicas de Preparação aqui no blog são voltados à estruturação do planejamento. O post da semana passada, abordando a primeira lição da Teoria Geral do Tuctor teve exatamente esta finalidade.

Conforme sustentam muitos estudiosos sobre o tema, quanto mais detalhado for o planejamento, mais controle temos sobre a sua execução. Por outro lado, mais tempo e energia a estruturação deste plano nos demandará. Daí porque é importante o candidato aproveitar este momento inicial para investir no planejamento da sua preparação.

Além da referida preocupação, a gestão das condições emocionais também passa pelo monitoramento do plano de estudos. Ou seja, conforme venho sustentando, é fundamental que o candidato seja refém do seu próprio planejamento e não do edital ou do cronograma do concurso.

O sentido desta compreensão envolve a idéia de que o candidato deve ter como meta a execução do seu plano de estudos. Tal noção significa trabalhar na execução e cumprimento de objetivos de curto prazo, de caráter viável e factível.

Segundo o relato do atleta Michael Jordan, apresentado no livro “Nunca Deixe de Tentar”, Ed. Sextante, sua carreira é fruto do alcance de uma série de metas de curto prazo. Conforme afirma, “Sempre procurei fixar metas de curto prazo. Ao olhar para trás, pude ver como cada um daqueles passos ou conquista me levou à etapa seguinte”. O candidato pode adotar a mesma atitude, ao estabelecer como meta a execução semanal do seu plano de estudos, procurando atingir os parâmetros originalmente previstos.

Assim, aplicado o referido conceito à preparação para o concurso, isto significa que a meta do candidato a cada semana deve corresponder ao estudo daquilo que foi planejado, bem como conforme o que foi planejado. Ou seja, progresso e performance.

Mas para tanto, também é preciso contar com mecanismos que nos permita avaliar se estamos avançado conforme o que foi previsto.

O Sistema TUCTOR, inegavelmente, proporciona ao candidato uma adequada e detalhada montagem, do planejamento, com o estabelecimento de metas de curto prazo, e com a indicação do avanço na execução do plano de estudos. O sistema proporciona tais benefícios ao candidato por meio dos indicadores de metas de desempenho e dos indicadores de desempenho.

Portanto, contando com um planejamento bem estruturado e dispondo de mecanismos que acompanhe a sua execução, o candidato já contribui para a viabilização de uma adequada gestão das condições emocionais da preparação. No caso, o candidato tem o controle de sua situação. O candidato sabe que seu papel envolve a execução daquele plano. O candidato conta com metas de curto prazo, bem como com meios para que tenha consciência de que vem cumprindo a sua parte.

Uma preparação que resulte em aprovação exige que o candidato se mantenha em sua trajetória de estudos, e de forma empenhada. Para isto, é fundamental realizar uma adequada gestão das condições emocionais. E este caminho passa pelo planejamento, tanto a sua estruturação, quanto a sua execução.

Bons estudos, mantenha-se com empenho e sucesso na busca da aprovação!

ROGERIO NEIVA

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