ESTUDO ESTRATÉGICO, SISTEMATIZADO, EFICIENTE E RACIONAL: A Postura do Candidato de Alto Rendimento (2ª Lição da Teoria Geral do Tuctor)
By admin on mar 9, 2010 in DICAS | 0 Comentrio
O presente texto tem por objetivo a abordagem da preparação de alto rendimento, por meio da adoção de um estudo estratégico, sistematizado, eficiente e racional. Trata-se de mais uma lição que compõe a Teoria Geral do Tuctor.
Vale lembrar, por um lado, que a postura do candidato de alto rendimento envolve a idéia de um processo de preparação para o concurso público pautada pela adoção de um adequado planejamento de estudos, bem como dispondo de mecanismos que permitam o seu monitoramento e controle. Assim, envolve uma lógica bastante semelhante à existente no esporte de alto rendimento. Cabe destacar que o referido campo da ação humana conta com várias semelhanças com a busca da aprovação no concurso, não apenas quanto ao processo, mas principalmente em relação ao alcance de resultados.
Por outro lado, conforme trabalhado no texto anterior sobre o tema, a Teoria Geral do Tuctor consiste na reunião de conceitos, cientificamente desenvolvidos e empiricamente concebidos e aplicados, direcionados ao estudo, compreensão e gestão do processo de preparação para o concurso público, pautada na noção do alto rendimento, contando com planejamento, estratégia, eficiência e racionalidade.
Neste sentido, uma das primeiras premissas fundamentais consiste na compreensão da preparação enquanto um empreendimento de natureza cognitiva e intelectual. Assim, é fundamental que o candidato tenha a preocupação com aspectos estratégicos e táticos.
Segundo os Profs Adalberto Fishmann e Martinho Isnard, “planejamento estratégico é uma técnica administrativa que estabelece o propósito de direção que a organização deverá seguir…planejamento tático é um planejamento predominantemente quantitativo, abrangendo decisões administrativas e operações e visando à eficiência da organização”. Portanto, enquanto pensar estrategicamente envolve aspectos decisórios fundamentais e relevantes, as definições no plano tático correspondem aos elementos operacionais voltados à implementação do plano concebido no âmbito estratégico.
Avançando na referida compreensão, os aspectos estratégicos da preparação correspondem a elementos como definição de objetivo, em termos de concurso ou concursos almejados, bem como a definição de programa.
O programa, por sua vez, consiste no conjunto de matérias e conteúdos – correspondentes a estas matérias, que serão estudados pelo candidato. Considerando tais premissas, é fundamental que o candidato, ao estruturar o seu planejamento de estudos, conte com a clareza e definição de qual será o seu programa. Trata-se de uma questão estratégica.
Trata-se de uma questão estratégica que deve ser assumida pelo candidato, em termos de viabilidade, riscos, custos, vantagens e desvantagens. Ou seja, é preciso que o candidato faça tal opção de forma consciente, bem como compreendendo o seu sentido. Cada opção relacionada com o presente elemento estratégico tem um preço. E o candidato precisa compreender o tamanho deste preço.
Toda preparação deve ser norteada por um objetivo principal. Qual o principal objetivo de qualquer preparação para o concurso público? A resposta a esta pergunta pressupõe o enfrentamento de outra pergunta anterior. Trata-se de entender o que é preciso para passar no concurso. Para passar no concurso é preciso atender à pontuação necessária, considerando os parâmetros do edital. E o que é preciso para o alcance da referida pontuação? Dispor dos conhecimentos e informações solicitados por meio das questões apresentadas.
Portanto, na realidade, qualquer preparação para o concurso conta com uma finalidade mediata e outra imediata. A finalidade mediata, ou seja, o fim maior, consiste na aprovação. Já a finalidade imediata, a qual viabilizará o fim maior, consiste na disponibilidade do conjunto de informações e conhecimentos solicitados no momento da prova. E para tanto, é preciso passar por um processo de apropriação destas informações.
Mas outra questão de grande relevância é: quais informações deverão ser submetidas a este processo de apropriação intelectual por meio dos estudos? Qual deverá ser o objeto de estudo do candidato? Aí entra a questão estratégica.
Conforme sustento no meu livro sobre o tema (“Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”), publicado pelo Editora Atlas, bem como no DVD da palestra sobre o mesmo tema, tenho uma tese muito clara em relação ao presente assunto. Entendo que é fundamental que o candidato efetivamente esgote o programa previsto no edital, ao menos por algum dos processos cognitivos passíveis de adoção.
Aliás, a minha proposta metodológica envolve o desenvolvimento da preparação em duas etapas. Destas, sustento que a primeira deve ser voltada ao esgotamento do estudo do programa previsto no edital, adotando-se como processo cognitivo o estudo bibliográfico.
Saliento que se trata apenas de uma proposta metodológica, considerando as várias possibilidades passíveis de adoção. Assim, defendo a tese de que é preciso estudar todo o programa previsto no edital.
No entanto, considero que a referida postura pode ser incorporada ou não. Exatamente por isto, trata-se de uma questão estratégica a ser enfrentada pelo candidato.
Pode ser que o candidato entenda que a referida atitude seja ineficiente ou mesmo inviável. E quanto ao último aspecto, destaco que a inviabilidade consiste numa preocupação de enorme relevância a ser considerada. Pode ser que a execução do seu plano de estudos, principalmente diante da provável data da prova, seja inviável. E muitos candidatos sequer têm consciência disto.
Neste sentido, o Sistema TUCTOR tem como uma de suas funcionalidades exatamente mostrar para o candidato uma estimativa de tempo de conclusão do seu plano, considerando as variáveis inseridas pelo usuário no sistema. A partir da referida informação, diante da provável data da prova, pode ser que constate a inviabilidade da conclusão do planejamento estabelecido.
E assim, o candidato teria que reconhecer que não há condições de levar adiante aquele plano de estudos inicialmente estruturado. Ante o referido reconhecimento, um dos caminhos seria a alteração do programa, de modo a excluir alguns conteúdos correspondentes a determinadas matérias. Tal atitude, por sua vez, consiste numa decisão estratégica, a qual precisa ser avaliada pelo candidato.
Avançando no mesmo raciocínio, um dos caminhos que podem ser adotados envolve o levantamento dos conteúdos (correspondentes a cada matéria) que vem contando com mais peso nas provas. Ou seja, ao invés do candidato fazer uma opção estratégica pelo programa por completo, faz uma opção considerando as últimas provas.
Contudo, é preciso que se tenha algum cuidado com tais escolhas seletivas, pois existem concursos que exigem pontuação mínima por matéria específica. No último concurso da Receita Federal, por exemplo, a pontuação mínima correspondia a 40% da pontuação máxima.
Mas, inegavelmente, este é um caminho.
Na seção de colunistas do TUCTOR, teremos uma coluna que será voltada exatamente ao referido estudo estratégico, contando com a orientação baseada nos pesos que determinados temas representam nas provas. Esta coluna será conduzida por Márcio Omena, um empenhado e atuante candidato ao concurso do Ministério Público Federal, membro do ativo e comprometido grupo Águias do MPF. Na coluna, que seguramente consistirá numa rica e valorosa fonte de conhecimento para muitos candidatos a diversos concursos, serão trabalhados determinados assuntos, de maneira estratégica, com a indicação do peso que vem representando nas provas.
Portanto, a definição estratégica também pode passar pelo referido critério.
Diante de todas as considerações apresentadas, em termos conclusivos, a primeira idéia fundamental é de que o candidato tenha consciência do sentido de sua decisão quanto à definição do programa. A partir daí, também é preciso que compreenda os critérios que pode adotar para estabelecer a referida definição, dentre os quais a viabilidade, indiscutivelmente, não pode ser ignorada. É preciso que tome sua decisão, entendendo o seu sentido e tendo a clareza da opção que fez.
Com tais preocupações e cuidados, seguramente, o candidato estará adotando meios para viabilizar uma preparação de alto rendimento, bem como criando condições fundamentais para que seu nome esteja na lista dos candidatos aprovados.
Boas escolhas, bons estudos e sucesso!
ROGERIO NEIVA
SAIBA COMO SE PREPARAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS CLICANDO AQUI


